Sábado, 4 de Julho de 2009
Terça-feira, 2 de Junho de 2009
O pudim Abade de Prisco
Vem isto a propósito de ter usado na postagem " Guimarães Capital Europeia de Cultura 2012" como pretexto de a visitar, o delicioso pudim Abade de Prisco que a Pousada de Sta Marinha serve. E fi-lo, porque entendo ser a gastronomia uma parte importante do conteúdo cultural que deve ser criteriosamente preservado.
O Abade de Prisco era de Braga, então o pudim também deveria ser, mas há quem o reivindique do Minho (o presunto usado no pudim até deve ser de Melgaço) e eu penso que deve ser dos portugueses, dada a sua universalidade, mas, desde que escrupulosamente reproduzido; o que não é nada fácil.
Justificado o argumento,vamos à história.
O Padre Manuel Joaquim Machado Rebelo, Abade de Prisco, nasceu a 29 de Março de 1834 na freguesia de Santa Maria de Turiz, concelho de Vila-Verde e morreu a 24 de Setembro de 1930. Dotado de qualidades artísticas, dedicou-se à fotografia, mas sobretudo a sua distinção vai para a sublime arte dos cozinhados. Não será difícil imaginar as lautas "banquetadas"que nesse tempo se fariam pelos salões do clero e da aristocracia (na boa prática do Evangelho) ; espaços com cozinhas, despensas e adegas bem equipadas e gente bem apreciadora e melhor consumidora.
Conta-se em diferentes cenários, mas o que conheço é que, vindo El Rei D. Luiz I com a Família Real à Póvoa de Varzim, foi convidado o Abade de Prisco para dirigir o banquete em sua honra.Foi tal a surpresa e o fascínio do Rei pelas iguarias servidas, que quis conhecer o responsável, e saber a composição de determinado prato.
Com um sorriso e reverentemente, o Abade respondeu:-Era palha, Real Senhor.
Exclama o Rei: -Então serve palha ao seu Rei?
E docemente:-Meu Senhor, todos a comem, o que é preciso é sabê-la dar...
Tal e qual, e na boa tradição, ainda hoje é assim..
.
Para a próxima digo como se faz.
O Abade de Prisco era de Braga, então o pudim também deveria ser, mas há quem o reivindique do Minho (o presunto usado no pudim até deve ser de Melgaço) e eu penso que deve ser dos portugueses, dada a sua universalidade, mas, desde que escrupulosamente reproduzido; o que não é nada fácil.
Justificado o argumento,vamos à história.
O Padre Manuel Joaquim Machado Rebelo, Abade de Prisco, nasceu a 29 de Março de 1834 na freguesia de Santa Maria de Turiz, concelho de Vila-Verde e morreu a 24 de Setembro de 1930. Dotado de qualidades artísticas, dedicou-se à fotografia, mas sobretudo a sua distinção vai para a sublime arte dos cozinhados. Não será difícil imaginar as lautas "banquetadas"que nesse tempo se fariam pelos salões do clero e da aristocracia (na boa prática do Evangelho) ; espaços com cozinhas, despensas e adegas bem equipadas e gente bem apreciadora e melhor consumidora.
Conta-se em diferentes cenários, mas o que conheço é que, vindo El Rei D. Luiz I com a Família Real à Póvoa de Varzim, foi convidado o Abade de Prisco para dirigir o banquete em sua honra.Foi tal a surpresa e o fascínio do Rei pelas iguarias servidas, que quis conhecer o responsável, e saber a composição de determinado prato.
Com um sorriso e reverentemente, o Abade respondeu:-Era palha, Real Senhor.
Exclama o Rei: -Então serve palha ao seu Rei?
E docemente:-Meu Senhor, todos a comem, o que é preciso é sabê-la dar...
Tal e qual, e na boa tradição, ainda hoje é assim..
.
Para a próxima digo como se faz.
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C.C.
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Marcadores: Abade de Prisco
Segunda-feira, 1 de Junho de 2009
O Artista Cibernético
Gordon Pask onScience andArt
de 1 a 15 de Junho 2009 no museu da Faculdade de Arquitectura da U. Porto
de 1 a 15 de Junho 2009 no museu da Faculdade de Arquitectura da U. Porto
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C.C.
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16:36
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Quarta-feira, 13 de Maio de 2009
Guimarães Capital Europeia de Cultura 2012
GUIMARÃES foi uma boa escolha para capital europeia de cultura 2012.Para além da sua beleza, e do significado histórico que comporta, a cidade apresenta-se arrumada e com vida.A Pousada de Sta Marinha apresenta uma boa gastronomia, com um pudim Abade de Prisco excepcional, constituindo um bom pretexto para se passar por lá. Além disso, a Pousada por si própria e pelos espaços envolventes é um belíssimo cartão de visita.
Os melhores êxitos para Guimarães.
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C.C.
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2:09
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Marcadores: cidades
Quinta-feira, 7 de Maio de 2009
O BLOCO CENTRAL DOS JORNALISTAS
Tudo se passa como se os jornalistas fossem os interpretadores de um mundo freudiano feito de lapsos, cujo sentido profundo só eles conhecem.
daqui
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C.C.
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15:48
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Terça-feira, 21 de Abril de 2009
Domingo, 19 de Abril de 2009
Gato escondido.....
Alterar a receita da responsabilidade do Médico pelo Farmacêutico, não.
Devo dizer que é falsa a ideia de que os Médicos estão contra os medicamentos designados por genéricos. Se estes produtos são lançados no mercado depois de devidamente certificados, não há motivo aparente para não serem aceites.
O que se passa, é que num fármaco não existe só a molécula activa, a responsável efectiva pelo tratamento; há também as substâncias que veiculam essa molécula, nas diversas formas de apresentação conhecidas. Esta questão tem produzido algum retraimento na prescrição de genéricos, porque embora não devamos ter dúvidas quanto à boa qualidade da molécula activa, surgem por vezes intolerâncias por parte dos doentes e que estão relacionadas com o veículo da mesma.
Mas há mais; e eu fui testemunha disso algumas vezes. Nem sempre a eficácia de alguns genéricos se mostra equivalente à do produto de marca; isso obriga a um reforço da dose para o mesmo efeito terapêutico, senão à substituição do fármaco.
Penso que estas e outras questões têm de ser avaliadas, e obviamente, não são processos rápidos.
Mas o segundo ponto é muito mais preocupante.
A responsabilidade de quem observa o doente, elabora um diagnóstico e decide um tratamento, não pode ser repartida por outro que não tenha prestado colaboração em nenhum destes passos, e não possua conhecimentos para isso. E se pensarmos, todos o sabemos, que o maior atendimento nas farmácias é feito por um funcionário da mesma, de modo algum se pode pactuar com uma situação dessas. É uma questão de Ética Profissional.
Quando este problema se colocou há uns anos atrás,tinha a finalidade de promover o uso de genéricos. Foi contestado, mas não se conseguiu na altura mais que a possibilidade de os Médicos poderem expressar na receita a vontade de autorizar ou não a referida substituição.O poder político não teve sensibilidade para mais. Foi o mal menor.
Hoje assistimos à desfaçatez de um anúncio de televisão, de uma forma encapotada e cobarde, com o falso argumento de defender os interesses dos doentes, dizer," agora já pode comprar os medicamentos mais baratos". Publicidade da responsabilidade da Associação Nacional de Farmácias e que usurpa o direito de substituir medicamentos nas receitas médicas mesmo sem autorização prévia..
Que forma fantástica de passar a ideia de substituir o medicamento que o Médico entendeu ser necessário, por aquele que a A.N.F.quiser, e que será obviamente aquele que ela produz. Nem mais, a A.N.F. quer produzir genéricos. Que rico monopólio!
Quando a Ministra da Saúde na sua voz serena, sem a elevar e sem a acelerar, antes voltando atrás sempre que um Jornalista faz que não entende, explicava que não pagará as receitas que se apresentarem violadas, e entenda-se por violadas as que forem alteradas sem autorização do Médico, o Sr. Presidente da A.N.F. reagiu, apontando o dedo aos Médicos do S.U. do Hospital de Cascais afirmando haver corrupção.
Havendo corrupção, castiguem-se os prevaricadores; ou quererá benesses à custa dos corruptos?
Mas há tantas prevaricações nas farmácias! A venda de antibióticos sem receita médica! ...Haveria tanto para dizer!
Voltando ao fio da conversa, apenas quero dizer que é ao Médico que compete encontrar a forma correcta de tratar o seu Doente; conciliando o melhor tratamento com o melhor preço possível. E não será nunca o Farmacêutico que terá competência para o fazer; a menos que o Médico se demita das suas obrigações.
Portanto, Sr.Dr. Cordeiro, saia do esconderijo. Faça como o gato da imagem: mostre-se.
Já se percebeu que quer substituir a seu bel-prazer todo o receituário que puder pelos seus genéricos.Não se preocupe tanto com os cidadãos; os outros também o sabem fazer.
A isso diz-se: gato escondido com rabo de fora.
.
Conceição Cancela
Devo dizer que é falsa a ideia de que os Médicos estão contra os medicamentos designados por genéricos. Se estes produtos são lançados no mercado depois de devidamente certificados, não há motivo aparente para não serem aceites.
O que se passa, é que num fármaco não existe só a molécula activa, a responsável efectiva pelo tratamento; há também as substâncias que veiculam essa molécula, nas diversas formas de apresentação conhecidas. Esta questão tem produzido algum retraimento na prescrição de genéricos, porque embora não devamos ter dúvidas quanto à boa qualidade da molécula activa, surgem por vezes intolerâncias por parte dos doentes e que estão relacionadas com o veículo da mesma.
Mas há mais; e eu fui testemunha disso algumas vezes. Nem sempre a eficácia de alguns genéricos se mostra equivalente à do produto de marca; isso obriga a um reforço da dose para o mesmo efeito terapêutico, senão à substituição do fármaco.
Penso que estas e outras questões têm de ser avaliadas, e obviamente, não são processos rápidos.
Mas o segundo ponto é muito mais preocupante.
A responsabilidade de quem observa o doente, elabora um diagnóstico e decide um tratamento, não pode ser repartida por outro que não tenha prestado colaboração em nenhum destes passos, e não possua conhecimentos para isso. E se pensarmos, todos o sabemos, que o maior atendimento nas farmácias é feito por um funcionário da mesma, de modo algum se pode pactuar com uma situação dessas. É uma questão de Ética Profissional.
Quando este problema se colocou há uns anos atrás,tinha a finalidade de promover o uso de genéricos. Foi contestado, mas não se conseguiu na altura mais que a possibilidade de os Médicos poderem expressar na receita a vontade de autorizar ou não a referida substituição.O poder político não teve sensibilidade para mais. Foi o mal menor.
Hoje assistimos à desfaçatez de um anúncio de televisão, de uma forma encapotada e cobarde, com o falso argumento de defender os interesses dos doentes, dizer," agora já pode comprar os medicamentos mais baratos". Publicidade da responsabilidade da Associação Nacional de Farmácias e que usurpa o direito de substituir medicamentos nas receitas médicas mesmo sem autorização prévia..
Que forma fantástica de passar a ideia de substituir o medicamento que o Médico entendeu ser necessário, por aquele que a A.N.F.quiser, e que será obviamente aquele que ela produz. Nem mais, a A.N.F. quer produzir genéricos. Que rico monopólio!
Quando a Ministra da Saúde na sua voz serena, sem a elevar e sem a acelerar, antes voltando atrás sempre que um Jornalista faz que não entende, explicava que não pagará as receitas que se apresentarem violadas, e entenda-se por violadas as que forem alteradas sem autorização do Médico, o Sr. Presidente da A.N.F. reagiu, apontando o dedo aos Médicos do S.U. do Hospital de Cascais afirmando haver corrupção.
Havendo corrupção, castiguem-se os prevaricadores; ou quererá benesses à custa dos corruptos?
Mas há tantas prevaricações nas farmácias! A venda de antibióticos sem receita médica! ...Haveria tanto para dizer!
Voltando ao fio da conversa, apenas quero dizer que é ao Médico que compete encontrar a forma correcta de tratar o seu Doente; conciliando o melhor tratamento com o melhor preço possível. E não será nunca o Farmacêutico que terá competência para o fazer; a menos que o Médico se demita das suas obrigações.
Portanto, Sr.Dr. Cordeiro, saia do esconderijo. Faça como o gato da imagem: mostre-se.
Já se percebeu que quer substituir a seu bel-prazer todo o receituário que puder pelos seus genéricos.Não se preocupe tanto com os cidadãos; os outros também o sabem fazer.
A isso diz-se: gato escondido com rabo de fora.
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Conceição Cancela
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C.C.
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